EP16 – O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MUNDO HOJE?

Coxinha? Petralha? Fascista? Esquerdopata? Conservadorismo, Liberalismo e Socialismo? Trump presidente dos EUA, e agora? Voltar pra Cuba? O que está acontecendo com o mundo hoje? Essa foi a questão central que os historiadores “C. A.” e “Beraba” fizeram aos seus convidados, os professores Andre Azevedo da Fonseca (UEL) e Marcos Sorrilha (UNESP). O papo foi extremamente agradável, reflexivo e, sobretudo, esclarecedor sobre História e Cultura Política.

 

NO EPISÓDIO:

Descubra as relações entre história e a cultura política de nossa época, entenda as diferentes perspectivas temporais que existem sobre a chamada “onda conservadora”, compreenda os diversos interesses em jogo nas redes sociais e no mundo político, surpreenda-se ao descobrir quem está vencendo a guerra de Memes e, sobretudo, reflita a respeito de quão reducionista pode ser o termo mimi e como elementos mitológicos são utilizados no mundo político de hoje.

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PRODUÇÃO E EDIÇÃO

Arte da vitrine: Augusto Carvalho

Edição: Talk’nCast

 

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NOSSO PRIMEIRO PADRINHO

WILLIAN SPENGLER

 

MENCIONADO NO EPISÓDIO

Para ver no Youtube

Professor André Azevedo da Fonseca – Série: Mitos e mitologias políticas 

Marcos Sorrilha – Eleição de Trump – Primeiras Impressões

Marcos Sorrilha – Eleições Trump – Arremate de ideias 

Karnal, Cortella e Pondé – Café Filosófico CPFL Especial

Mãe, vem cá, por que eu sou de direita? manifestação 15/03

 

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Ouça o epísódio 11 do Fronteiras no Tempo – INCAS E LINO GALINDO

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SAIBA MAIS:

DAHL, Robert A. Poliarquia e Oposição. São Paulo: EdUSP,  2005.

GIRARDET, Raul. Mitos e mitologias políticas. São Paulo: Cia das Letras, 1987.

HARARI, Yuval Noah. Sapiens – uma breve história da humanidade. São Paulo: LP&M, 2013.

LOPEZ, Felix Garcia (org.) Cargos de confiança no presidencialismo de coalizão brasileiro. Brasília : IPEA, 2015.

MANIN, Bernard. “As Metamorfoses do Governo Representativo”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, p.5-34, 1995. http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_29/rbcs29_01.htm

MARIZ, Celia Loreto. A religião e o enfrentamento da pobreza no Brasil. Revista Crítica de Ciências Sociais, n.33, p.11-24, 1991 – leia aqui

MOÏSI, Dominique. Geopolítica das Emoções (um estudo que mostra como existem componentes emocionais na nossa análise sobre o momento do mundo, pendendo ao otimismo e pessimismo);

PIERUCCI, Antônio Flávio. Ciladas da diferença. 2.ed. São Paulo: Ed.34, 1999. http://www.travessa.com.br/ciladas-da-diferenca/artigo/bd282247-d454-4e6a-bf0a-cee21008aa58

PIERUCCI, Antônio Flávio. Ciladas da diferença. Tempo Social, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 7-33, dec. 1990. ISSN 1809-4554. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/ts/article/view/84798/87507. Acesso em: 18 jan. 2017.

PINKER, Steven. Os Anjos Bons da Nossa Natureza (resenha aqui)

Revista Anthropológicas, Ano 12, v.19, n.1, 2008. Dossiê: Igreja Universal Reino de Deus. http://www.revista.ufpe.br/revistaanthropologicas/index.php/revista/issue/view/16 Organização: Donizete Rodrigues; Roberta Bivar C. Campos

ROSAVALLON, Pierre. Por uma História do Político (Uma análise de como o Caos é um componente obrigatório da democracia)

 

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  • Bruno Fernandes

    Adorei a música do hater! Pretendo acompanhar o podcast daqui em diante.

    Quanto ao conteúdo do programa, tentando não ser um hater também, mas, não deixa de ser engraçado assistir 4 “especialistas”, todos da academia, de humanas e de esquerda, discutindo o problema do isolamento ideológico e também o porquê da visão de mundo da esquerda não estar avançando, e concluindo que o problema está nos métodos de comunicação utilizados.

    Passou muito perto de pensar fora da caixa quem disse que a ideia de “onda conservadora​” é uma muleta criada pela esquerda para desviar a culpa pelas próprias derrotas. Nem por um minuto passou pela cabeça de alguém que a visão da esquerda para mercado de trabalho, progresso científico, função do Estado, etc, pode simplesmente estar errada? Nem digo moralmente, mas talvez pragmaticamente menos eficaz em resolver os problemas da sociedade do que modelos​ mais pé-no-chão, como o liberalismo, o libertarianismo ou até o conservadorismo?

    Aliás, testemunha em desfavor da alegação de interesse de vocês em dialogar com o outro lado do debate quando a palavra “conservador” é usada como sinônimo de qualquer coisa ruim em outros momentos do cast.

    Abraços, e bom sucesso!

    • Cesar Agenor

      Bruno,

      Em primeiro lugar agradeço muito pelo comentário. Sempre é positivo ouvir o feedback dos ouvintes, independente do ponto de vista. Se você parou e dedicou um tempo da sua vida para dialogar conosco, já tem meu carinho.

      As críticas são sempre bem vindas e também os contrapontos. Não se preocupe, você não foi um hater, pois foi educado, escreveu um bom texto e em nenhum momento foi ofensivo gratuitamente.

      Em tempo voltarei aos comentários para dialogar em detalhes sobre alguns pontos que levantou, especialmente sobre nossas conclusões e as minhas visões de mundo.

      Agradeço muito pelo tempo dedicado, pelos votos de sucesso e aguardo por novos comentários.

      Grande abraço

  • Carlos

    GENTE DE MEU DEUS. Como sempre um episódio fodástico. Sou fã e já ouvi praticamente todos. Repasso sempre que posso e nunca me arrependo de falar para vocês para os coleguinhas, hehe.

    E ah, não prometo o Padrim, mas se quiserem alguma ilustração e/ou desenho para ilustrar algum dos episódios, me alisto para fazê-lo. Sou ilustrador e adoraria ajudar que alguma maneira.

    Abração

    • Carlos, valeu pelos comentários (aqui e no canal do youtube).

      Fico muito feliz ao ler feedbacks como o seu. Aproveito pra agradecer a divulgação.

      Quanto a ideia das ilustrações: vamos manter contato. Estamos com umas ideias que envolvem coisas novas pro podcast e pro youtube. Toda ajuda será sempre bem vinda.

      grande abraço

      C. A.

  • Cesar Agenor Silva

    Caro Fernando Malta, o homem grandão!

    Em primeiro lugar agradeço pelos elogios e, especialmente, por esse texto extremamente reflexivo. Felicito pelo trabalho que você e os demais realizam no Scicast. Admiro muito os conteúdos produzidos no Portal Deviante. Graças a vocês cheguei no Talk’nCast.

    Vamos aos seus comentários. Vou tentar responder/dialogar a partir dos itens que colocou. Lembrando que essa é minha perspectiva e não corresponde, necessariamente, a dos convidados ou mesmo ao do Beraba.

    Sobre o ano de 2016.

    Ao olharmos para 2016, fica difícil fazer uma análise que consiga vê-lo como um ano que fechou no saldo positivo. Na minha vida tudo foi bom, não tenho do que reclamar, mas quando olhamos para o espectro social e político não há como ver positividades. Ao contrário. Foi o ano do despertar, para os que como eu acreditavam que estávamos caminhando para um país mais tolerante e, talvez, em transformação mais profunda. O que vimos foi que leituras realizadas sobre o país nos anos 50, 60 e 70 do século XX, ainda possuem validade. Como a feita por Raymundo Faoro em “Donos do Poder”. Especialmente no que diz respeito aos grupos políticos que se apropriaram dos bens públicos como bens privados, ou como nos disse Gilberto Freyre da constante e inconteste vitória da Casa sobre a Rua, do privado sobre o público.

    A vitória política dos conservadores, de discursos amparados em ódio ou que ressuscitam mitologias ancestrais é mais um sinal da miopia dos progressistas. Não é algo necessariamente ruim, ter uma alternância de poder entre tendências e visões de mundo diferentes, mas da forma como ocorreu em nosso país, em 2016, quebrou e saturou os ânimos e crenças de muitas pessoas. Fora a polarização simplificadora que toma conta da nossa sociedade, sobretudo nas redes sociais.

    De fato como você disse não é uma questão do bem contra o mal, dos justos contra os injustos. Acredito que estamos muito mais próximos da “onda da surdes”, como bem explanou o Marcos Sorrilha. Se achar bom e virtuoso nos torna cegos ao outro, ao dialogo, à democracia de fato e,
    sobretudo, a cidadania ativa.

    Em um cenário de polarizações acríticas, gritar bordões e fazer Memes se tornou uma regra. Coisa que vocês no Scicast escapam de forma muito competente.

    Novamente agradeço pelo excelente comentário. Me fez pensar em muitas coisas, o que já é uma pedra preciosa no meio de tantos pedregulhos.

    Grande abraço

    C. A.

  • Fernando Malta

    Olá, historiadores! Antes de mais nada, um salve de nossos primos de edição, neste fabuloso trabalho que faz a Talk n’ Cast aqui no Fronteiras no Tempo e lá no Portal Deviante com SciCast e Miçangas!

    Bem interessante o episódio. É sempre divertido ouvir uma discussão boa, embasada, sobre o cenário global atual.

    Mas como comentador de internet, venho trazendo minhas críticas. Na verdade, uma só – e não ao programa em si, ainda que tenha sido replicado aqui e ali, mas a este momento, nesta conjuntura atual.

    Muito está se falando sobre o ano 2016 ter sido um ano ruim, um retrocesso e tantos outros adjetivos. Óbvio que, de um ponto de vista de um progressista (progressista social, econômico, como queiram colocar) foi um ano de pesadas derrotas em muitas frentes. Mas ao mesmo tempo me pergunto onde vai parar o relativismo tão apregoado pela “esquerda” quando colocamos como um ano em si mesmo ruim e desconsideramos a vitória de conservadores que, em muitas regiões, são, sim maioria?

    Deixe tentar me explicar melhor, porque sei que ficou confuso: pra mim, é bobagem definirmos o ano anterior (ou mesmo esse momento atual eminentemente conservador) como algo ruim em si. Isso é colocar um juízo de valor que, indo ao encontro com o que foi falado no fim do cast, apenas cega os olhos da esquerda aos fatos que vem acontecendo. Não há como estipularmos que houve “a vitória do Mal”, mesmo quando há discordância ideológica do lado que, no momento, tem maior influência e do qual eu posso discordar. Ou, de outra forma, também não se poderia reclamar quando conservadores usassem da mesma argumentação rasteira (e pouco producente) quando das vitórias progressistas, como na eleição do Lula no Brasil, do Obama nos EUA, da integração europeia nos anos 2000 e tantos outros exemplos.

    Como comentado no programa, assusta-me um pouco a acriticidade da esquerda, que sempre se orgulhou desta característica no passado. Pois ela é essencial. Um dos motores de ideias no mundo é justamente o contraditório, mas estipular o outro lado não como discordante, mas sim como o errado em si, não possibilita este contraditório, somente o esgarçamento e uma polarização burra. Claro que falo defendendo uma ideologia de “caminho do meio” – ou alguém que paga de “isentão”, como poderiam me chamar – contudo, ainda assim, me parece simplesmente ignorância não saber lidar com uma derrota momentânea e dar eco a expressões como “PEC do Fim do Mundo” ou as muitas, muitas reações exasperadas à eleição de Trump (ainda que, no meu íntimo, as entenda, claro).

    Enfim, acho que estou mais complicando do que contribuindo, mas depois de ouvir a discussão achei que valeria dar meus dois segundos de pensamentos aleatórios sobre o que estamos vivendo no mundo. Sumarizando, gostei muito de uma frase do Embaixador Marcos Azambuja, quando perguntado sobre o ano que se inicia: “Estamos numa era de incertezas tão grande que nem Deus sabe o que acontecerá”.

    No mínimo, estamos comprovando que Fukuyama estava mesmo equivocado. Fim da história é o escambau. 😉

    • Cesar Agenor

      Caro Fernando Malta, o homem grandão!

      Em primeiro lugar agradeço pelos elogios e, especialmente, por esse texto extremamente reflexivo. Felicito pelo trabalho que você e os demais realizam no Scicast. Admiro muito os conteúdos produzidos no Portal Deviante. Graças a vocês cheguei no Talk’nCast.

      Vamos aos seus comentários. Vou tentar responder/dialogar a partir dos itens que colocou. Lembrando que essa é minha perspectiva e não corresponde, necessariamente, a dos convidados ou mesmo ao do Beraba.

      Sobre o ano de 2016.

      Ao olharmos para 2016, fica difícil fazer uma análise que consiga vê-lo como um ano que fechou no saldo positivo. Na minha vida tudo foi bom, não tenho do que reclamar, mas quando olhamos para o espectro social e político não há como ver positividades. Ao contrário. Foi o ano do despertar, para os que como eu acreditavam que estávamos caminhando para um país mais tolerante e, talvez, em transformação mais profunda. O que vimos foi que leituras realizadas sobre o país nos anos 50, 60 e 70 do século XX, ainda possuem validade. Como a feita por Raymundo Faoro em “Donos do Poder”. Especialmente no que diz respeito aos grupos políticos que se apropriaram dos bens públicos como bens privados, ou como nos disse Gilberto Freyre da constante e inconteste vitória da Casa sobre a Rua, do privado sobre o público.

      A vitória política dos conservadores, de discursos amparados em ódio ou que ressuscitam mitologias ancestrais é mais um sinal da miopia dos progressistas. Não é algo necessariamente ruim, ter uma alternância de poder entre tendências e visões de mundo diferentes, mas da forma como ocorreu em nosso país, em 2016, quebrou e saturou os ânimos e crenças de muitas pessoas. Fora a polarização simplificadora que toma conta da nossa sociedade, sobretudo nas redes sociais.

      De fato como você disse não é uma questão do bem contra o mal, dos justos contra os injustos. Acredito que estamos muito mais próximos da “onda da surdes”, como bem explanou o Marcos Sorrilha. Se achar bom e virtuoso nos torna cegos ao outro, ao dialogo, à democracia de fato e,
      sobretudo, a cidadania ativa.

      Em um cenário de polarizações acríticas, gritar bordões e fazer Memes se tornou uma regra. Coisa que vocês no Scicast escapam de forma muito competente.

      Novamente agradeço pelo excelente comentário. Me fez pensar em muitas coisas, o que já é uma pedra preciosa no meio de tantos pedregulhos.

      Grande abraço

      C. A.